domingo, 11 de janeiro de 2015

Cidade cinza

Numa velha cidade, onde tudo parecia irreal e sem vida, a cidade onde todos eram obrigados a crescer rápido demais, a ficarem sem vida rápido demais, uma garota, sentada em seu telhado, observava a cidade. os pensamentos dela viajavam através do tempo, lembranças e mais lembranças, de sua infância interrompida, a garota cheia de sonhos e esperanças, que morreu dentro de sua propria vida, não queria crescer e fazer parte do lado sombrio que a assustava, ela só gostaria de se sentar em seu lugar tranquilo, com seu livro e sua musica favorita tocando. Ela parecia ser a unica colorida na cidade sem cor, cheia de vida e vontades que foram roubadas de seu coração a deixavam triste e amargurada. Ela gostaria de se salvar, e também tinha a esperança, praticamente perdida, de salvar a pequena cidade onde vivia. Sua mãe a chamava no andar debaixo, e ela sabia que a tortura começaria, um bom dia, café da manhã, trabalho, voltar pra casa, tentar dormir, era isso que a cidade oferecia. A garota se levantou e partiu para sua rotina, com suas roupas coloridas, o tempo estava frio, e então ela pegou seu guarda chuva, pulando a primeira parte de sua rotina. Bom dias foram distribuidos e o cafe da manha compartilhado com seus pais, logo saiu de casa e abriu seu guarda chuva, com todas as cores do arco íris, e ela se sentiu um pouco melhor, observava as pessoas na rua, todas com o mesmo semblante, riu um pouquinho em pensamento quando as comparou com zumbis, mortos-vivos, mas logo voltando a se parecer com eles, chegou em seu trabalho, uma confeitaria, onde até mesmo a decoração de seus doces eram tristes. Se colocou atras do balcão, sorrindo para seus clientes, e se sentiu extremamente feliz quando um ou outro retribuía seus sorrisos, ela sentiu que fez o dia daquelas pessoas pelo menos um porcento melhor, e então seu dia passou, arrastado, logo foi dispensada, por uma mulher tão triste quanto qualquer pessoa naquelas cidade, a garota voltou para sua casa, distribuiu boa noite a seus pais e dispensou seu jantar, quando estava pronta pra dormir, mudou o caminho de sua cama até sua janela, passou e se sentou no telhado, observando novamente, o anoitecer da cidade velha, com algumas esperanças a mais e sonhos a mais, e se permitiu sorrir diante de todo aquele cinza, fazendo a cidade se iluminar, aos olhos da garota.

Marcela Menoni

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